Congresso trata de gestão e conservação de cavernas

A Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) abre hoje, 15 de julho, o 33º Congresso Brasileiro de Espeleologia, em Eldorado, no Vale do Ribeira. Vários especialistas de órgãos vinculados à Secretaria do Meio Ambiente do Estado participam do evento, junto com representantes da Universidade Federal de São Carlos, Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, e Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), além de empresas da área de mineração e de órgãos como ACTIBA – Associación de Cuervas Turísticas Iberoamericanas e ACTE – Associación de Cuervas Turísticas Españolas.

Os debates tratam de questões como a relação da mineração com a espeleologia, a conservação do patrimônio representado pelas cavernas e a gestão do turismo em áreas cársticas, que se caracterizam pela presença de cavidades em rochas carbonáticas, com cursos-d’água percorrendo fendas, condutos e cavernas.

Entre as palestras programadas, destaque para a de Kátia Pisciotta, da Fundação Florestal, sobre “A Gestão das Cavernas nos Parques Estaduais do Vale do Ribeira”, e de Clayton Lino, presidente dos Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e do Conselho do Patrimônio Espeleológico do Estado de São Paulo, sobre “Projeto Ativos Ambientais”.

Segundo os organizadores do encontro, o primeiro congresso da entidade foi realizado, em 1964, no Vale do Ribeira, região com a segunda maior concentração de cavernas no país com 12,5% das cavidades existentes, perdendo apenas para Minas Gerais em número de sítios.

Isso justifica a programação das atividades práticas que prevê visitação às cavernas do Diabo, Casa de Pedra, com um pórtico de mais de 200 m, considerado o maior do mundo, Santana, a maior cavidade do estado, Couto e Morro Preto, além das grutas do Ouro Grosso e da Água Suja. São cavidades que apresentam rica ornamentação, figurando entre as mais belas do mundo, atrativos como rios subterrâneos, fauna endêmica e abismos profundos.