Polícia Ambiental faz operação ‘Paixão de Cristo’

Consumidores devem ficar alertas para a lista de espécies proibidas nesse período

Luciana Reis

A semana santa é a época do ano em que mais se consome pescado. Por motivação religiosa, o consumidor costuma recorrer à preparação de pratos à base de peixe para substituir a carne.

Mas, na hora de escolher o cardápio, seja consciente e contribua com a defesa do meio ambiente. Isso porque diversas espécies estão em seu período de defeso, quando as atividades de pesca e de coleta ficam vetadas, e muitas ainda constam na lista de espécies ameaçadas de extinção.

E para combater a pesca ilícita, a Polícia Militar Ambiental deflagrou a operação ‘Paixão de Cristo’, que teve início no sábado, 8 de abril, e vai até dia 16, domingo de Páscoa. A ação ocorre no litoral paulista, divisa com Rio de Janeiro até a divisa com o estado do Paraná, e envolve cerca de 50 policiais.

Importante lembrar que está proibida a pesca e a comercialização do camarão e da lagosta-vermelha e verde (ambos até 31 de maio). Além da pesca, também fica proibido o transporte destas espécies em todo o estado.

A proibição inclui o animal inteiro ou em partes isoladas, de qualquer origem. Defeso é o período estabelecido de acordo com a época em que os animais se reproduzem na natureza e visa à preservação dessas espécies.

Em extinção

Além desses que estão no defeso, vale destacar que há uma extensa lista de espécies ameaçadas de extinção, ou seja, também estão proibidas para consumo. Como exemplo, podemos citar cherne, mero, garoupa, sirigado, pargo, miragaia, caranha, várias espécies de cação, raias e tubarões que vivem em água salgada. Já de água doce há o mandi, matrinxã, pirapitinga, piracanjuba, surubim, alguns tipos de lambari, entre outros.

Seja qual for a motivação para comer peixe, na semana santa ou em qualquer outra época do ano, seja consciente: consuma apenas espécies que estão fora da lista de ameaçados de extinção.