SMA realiza curso sobre florestas multifuncionais

O Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável realizou nos dias 9 a 12 de maio o primeiro módulo de um curso sobre elaboração de projetos de florestas nativas multifuncionais, que conciliam a exploração de madeira e produtos não madeireiros com a geração de serviços ecossistêmicos.

A SMA vem trabalhando desde 2012 em parceria com várias instituições para viabilizar a implantação de florestas nativas para a geração de renda, além da conservação da água e da biodiversidade. No momento os esforços têm como foco viabilizar um polo florestal piloto no Vale do Paraíba do Sul. Um dos fatores importantes para o sucesso da iniciativa é a existência de assistência técnica com profissionais que possam auxiliar os proprietários rurais no planejamento e execução da implantação florestal, na condução da floresta e na colheita de produtos florestais madeireiros e não madeireiros, sem prejuízo das funções ambientais. O programa incluiu a apresentação de webportal e aplicativo desenvolvidos pelo PDRS e parceiros para a difusão de informações, que permitem ao técnico acessar de forma organizada todas as informações que são necessárias para a elaboração de projetos. As ferramentas estão em fase de homologação e serão disponibilizadas em breve para todos os interessados.

O curso foi organizado pela UGL e pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais-IPEF, que ministrou as aulas teóricas e práticas, e foi realizado em Pindamonhangaba na fazenda Nova Coruputuba. Participaram técnicos da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, da CBRN, das Prefeituras Municipais de Paraibuna, São José dos Campos, Guararema, São Luiz do Paratinga, Taubaté, Monteiro Lobato e Jambeiro, além de organizações que atuam na região.

Depoimentos

Osmar Felipe Junior, da Regional de Guaratinguetá da CATI: “O curso foi bastante proveitoso para todos os participantes, houve muita troca de experiências. O aplicativo que foi apresentado é uma ferramenta importante para dar respaldo aos técnicos que trabalham diretamente com o produtor rural, para que possam ter mais segurança para elaborar um projeto florestal e para orientar o produtor”.

Silas Barrozo, da Regional de Taubaté da CBRN: “Para o segundo módulo os participantes deverão elaborar projetos para áreas reais, contando com o apoio dos instrutores e com a ferramenta on line que foi disponibilizada. Este será mais do que um mero exercício, já que se espera que os projetos sejam de fato implantados. O Projeto GEF Mata Atlântica e o Programa Nascentes podem viabilizar a implantação”.