PESM assegura proteção dos manguezais em SP

Ecossistema, que vai de Santa Catarina até o Amapá, é um dos muitos que integram a Mata Atlântica

ilustração: Frans Krajcberg

A Mata Atlântica é considerada um hotspot mundial, ou seja, uma das regiões do planeta mais rica em biodiversidade e também mais ameaçada de extinção de suas espécies. Esse bioma é caracterizado por uma formação de florestas, além de áreas de restingas, manguezais e campos de altitude.

O Parque Estadual da Serra do Mar (PESM), criado em 1977, é a maior unidade de conservação de toda a Mata Atlântica. Sua função primordial é a preservação e a conservação desse bioma, o que inclui a necessidade de aprofundamento dos conhecimentos sobre a fauna e a flora, principalmente das espécies ameaçadas de extinção em razão da degradação de seu habitat. 

O PESM, administrado pela Fundação Florestal, tem assegurado por meio de seu plano de gestão a manutenção de importantes ecossistemas pertencentes à Mata Atlântica, como os manguezais.

Sobre os mangues

Manguezais são ecossistemas de transição entre ambientes terrestre e aquático, específicos de regiões tropicais e subtropicais, sujeitos aos regimes das marés. No Brasil, ocupam uma área superior a 1.200.000 hectares, que se estendem do litoral do Amapá até o de Santa Catarina.

Apresentam uma vegetação bastante típica – os mangues. A salinidade do solo provocada pelo encontro de águas – do mar e do rio, e as cheias e as vazantes das marés trazem características singulares para essa vegetação. Em nosso litoral, são formados basicamente por três espécies de mangue – mangue-vermelho, mangue-branco e mangue-preto.


O mangue-vermelho, ou sapateiro. Seu caule, se raspado, apresenta a cor vermelha. Daí, o nome. É a espécie mais conhecida e de fácil identificação do litoral brasileiro. Foi muito utilizado em curtumes para tingimento de couros.


foto: Ulf Mehlig/ CC BY-SA 2.5

O mangue-branco, chamado também por tinteira, localiza-se mais para o interior dos manguezais. A casca e as folhas dessa espécie podem ser usadas na medicina popular para tratar de diarreias.


foto: Tarciso Leão/CC BY 2.0

O mangue-preto e seus outros nomes – canoé, siriúba ou sereíba, é também conhecido pelo uso em construção de canoas de um único tronco.

Em comum, eles têm raízes pneumatóforas, ou respiratórias, ocorrem em áreas alagadiças e crescem verticalmente para que haja a troca gasosa com a atmosfera, quer dizer, para que as árvores respirem.

A importância da vegetação dos manguezais está entre outros fatores na redução de erosão marinha uma vez que diminui o impacto de ondas maiores na costa litorânea, além de servir de berçário para a reprodução de muitas espécies marinhas.

Em 1965, os manguezais foram considerados áreas de preservação permanente em razão de sua importância ecológica. Desde o ano 2000, o dia 26 de julho foi escolhido como Dia Mundial de Proteção aos Manguezais.

As unidades de conservação do estado de São Paulo, entre elas, o Parque Estadual da Serra Mar, têm se dedicado à preservação, à valorização da cultura local, à pesquisa científica e à educação ambiental, incentivando a população a conservar e a preservar seus recursos naturais, históricos e culturais.

Matéria relacionada

Dia Mundial de Proteção aos Manguezais