Salles defende planos de manejo mais ágeis

Secretário do Meio Ambiente pediu também participação de prefeituras no processo

Texto: Malu Delgado

Foto: Pedro Calado

O secretário de Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu na terça-feira, 8, a racionalização dos planos de manejo para unidades de conservação (UCs) do Estado de São Paulo, com ampla participação da sociedade. O secretário está fazendo um tour em cinco parques estaduais entre os dias 8 e 10. Segundo Salles, é preciso “fazer os planos de manejo num espaço de tempo mais curto e de uma forma mais racional”.

A agilidade na realização de planos de manejo, segundo o secretário, está também relacionada à composição e atividade dos conselhos dos parques. ”

Não basta criar o conselho. Tem que ter uma composição adequada, que represente a variedade de opiniões da sociedade”, afirmou. Salles defendeu a participação das prefeituras no processo de elaboração dos planos de manejo como fundamental. “Não tem cabimento fazer um plano de manejo de determinada unidade de conservação à margem da opinião da prefeitura. Todos os prefeitos foram eleitos”. Outro aspecto importante, segundo ele, é também garantir que os conselhos tenham representante da área da agricultura, para assegurar “a multiplicidade de composição da sociedade”.

De acordo com o secretário, os planos de manejo precisam tratar de forma harmônica a preservação ambiental e as atividades sociais e econômicas relacionadas a uma unidade de conservação. Ricardo Salles citou como exemplo a demanda de alguns dos parques estaduais para ampliar o potencial de exploração turística das áreas, como cavernas. “O Parque do Rio Turvo, que visitei, é um lugar espetacular, com uma cachoeira linda. Por que não tem uma lanchonete lá para atender a sociedade, para atender ao turista?”, exemplificou o secretário, propondo que os debates sejam mais concisos e simplificados.

Os planos de manejo são documentos técnicos que discutem o zoneamento de uma unidade de conservação e estabelecem as normas sobre o uso da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação das estruturas físicas necessárias à gestão da unidade.