Governo do Estado de São Paulo Sistema Ambiental Paulista

19/11/13 10:31

Ecoturismo em unidade de conservação: estratégia para a preservação e fonte de receita sustentável

Modelo de ecoturismo e utilização da biodiversidade em seis Parques Estaduais de São Paulo demonstra que é possível fazer com que áreas preservadas gerem receita

Nem sempre o turismo e a conservação de áreas ambientais frágeis parecem ser compatíveis, mas uma nova maneira de enxergar e utilizar a biodiversidade na Mata Atlântica tem demonstrado que é possível desenvolver um modelo de preservação que se sustente economicamente e que promova o crescimento sustentável da população e da região.

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A efetiva gestão de uma unidade de conservação envolve estratégia, planejamento, recursos, e uma valorização da área pela comunidade local. Diante desses desafios, o Governo do Estado de São Paulo, com a participação da população e do setor privado, e o apoio do BID desenvolveram uma estratégia de conservação baseada no ecoturismo dedicada aos parques Carlos Botelho, Caverna do Diabo, Ilha do Cardoso, Ilhabela, Intervales e Turístico do Alto Ribeira (mais conhecido como PETAR).

Para que estes espaços pudessem receber turistas de forma sustentável, o projeto melhorou os equipamentos turísticos e a organização dos parques para a gestão do ecoturismo, organizou e definiu as atrações, e fortaleceu a capacidade de gestão do ecoturismo junto à Secretaria Estadual do Meio Ambiente e outras instituições correlatas.

Sete anos depois, os seis parques compõem o cenário de uma das maiores plataformas públicas de ecoturismo do Estado, recebendo anualmente quase 200 mil ecoturistas.

Resultados alcançados:

  • A receita anual a partir das visitas nos seis parques aumentou de R$ 277 mil em 2005 para R$ 667 mil em 2012.
  • 37,8% dos parques estaduais possuem planos de uso público aprovado.
  • Número de visitantes ao ano aumentou de 170 mil em 2005 para 198 mil em 2012.

A participação da sociedade civil foi essencial para a consolidação das ações. A população local recebeu capacitação em distintas áreas: monitoria ambiental, reforço das culturas artesanais, gestão de projetos, manejo agroflorestal, plano de negócios para áreas distintas, apicultura, primeiros socorros, entre outros.

Hoje a população local realiza e se beneficia de boa parte do atendimento aos visitantes. A história completa deste programa pode ser vista na publicação recém-lançada: Projeto de Desenvolvimento do Ecoturismo na Região da Mata Atlântica de São Paulo 2006-2013.

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O texto foi publicado originalmente no site do BID – Banco Internacional de Desenvolvimento