ThuleTuvalu foi exibido para funcionários do Sistema Ambiental

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No dia 25 de maio o Sistema Ambiental assistiu à primeira exibição da Mostra de Filmes Ecofalante, que terá mais três filmes até o final do ano.  A Mostra é fruto do convênio celebrado pela SMA, por meio da Coordenadoria de Educação Ambiental (CEA) com a Ecofalante, na categoria Mostras Itinerantes.

O filme Thule Tuvalu, que trata sobre mudanças climáticas, foi exibido no auditório Augusto Ruschi para um público de aproximadamente 70 pessoas, composto por técnicos de instituições do Sistema Ambiental Paulista – Cetesb, CFA, CBRN, Programa MVA, Instituto Geológico e CEA. Após a exibição, Oswaldo Lucon, assessor para Mudanças Climáticas da SMA e Valdir Lamim-Guedes, biólogo, mestre em Ecologia pela UFOP e doutorando pela USP – debateram com o público presente as principais questões relacionadas ao tema abordado pelo filme.

Para o coordenador da CEA, Gilson Ferreira, “a 1ª Edição da Mostra na SMA foi bastante significativa, não apenas porque congregou estagiários, diretores, coordenadores e corpo técnico de diversas instituições que integram o Sistema Ambiental Paulista, mas por possibilitar uma abordagem sociocultural da problemática ambiental, oferecendo oportunidades de atualização ao ampliar a discussão das questões de meio ambiente, trazendo diferentes olhares sobre a questão debatida com os especialistas convidados”.

Principais pontos abordados no debate

O filme mostra duas comunidades separadas geograficamente, mas com muito em comum, graças à ameaça do aquecimento global. Thule, na Groenlândia, sofrerá com o degelo e forçará comunidades tradicionais a se mudar ou adaptar radicalmente. Tuvalu, um atol no Oceano Pacífico, é uma nação que desaparecerá com o aumento do nível do mar.

Historicamente, civilizações já desapareceram devido às consequências de mudanças climáticas ou outros impactos severos ao meio ambiente, como ocorreu com as civilizações dos vikings da Groenlândia e das ilhas Pitcairn. Respectivamente, essas não estão muito distantes do povoado de Thule e das ilhas Tuvalu, tema do filme debatido.

Refugiados climáticos já estão migrando, inclusive para o Brasil. Estima-se que existam todo ano cerca de 30 milhões de novos refugiados climáticos no mundo, número que passará a 150 milhões em 2050 se nada for feito. Para evitar essa tragédia, as consequências das mudanças climáticas devem ser consideradas nos processos de planejamento. Por exemplo, o traçado das rotas de corredores ecológicos deve levar em conta as alterações decorrentes das mudanças climáticas.

Mais de 80 % da energia consumida no mundo é de origem fóssil, causando aquecimento global. Para se manter o objetivo do aumento médio da temperatura em até 2 graus em 2100 precisamos mudar essa realidade dentro dos próximos 15 anos. O limite ambiental não está no esgotamento dos combustíveis fósseis, já que na superfície terrestre há 15 vezes mais carbono do que a atmosfera comporta mantendo níveis considerados seguros de temperatura.

As ações de mitigação (isto é, com o objetivo de minimizar as emissões de gases de efeito estufa, uma das principais causas das mudanças climáticas) e de adaptação (com o objetivo de enfrentar as consequências das mudanças climáticas) são transversais e por isso não podem ser consideradas de maneira excludente. Assim, devem contar com ações contundentes do poder público que implicam necessariamente mudanças no setor produtivo, nos padrões insustentáveis de consumo e nas políticas de uso do solo, por meio de marcos regulatórios, financiamento, capacitação e troca de informações. Uma vez que o alcance das políticas públicas (o chamado “ponto gov”) é limitado, vemos recentemente uma proeminência da atuação empresarial (o chamado “ponto com”) e do controle social (“ponto org”). O setor privado busca entender sua parcela de participação e procurar meios de adequar seus modelos de negócios às novas realidades. O controle social tem passado de questões locais para o princípio da cidadania planetária para buscar garantir as ações necessárias no âmbito de cada país, estado e cidade.

Thule e Tuvalu são a ponta de um imenso iceberg, que abrange todas as nações. Esses povoados não estão tão distantes de nós como parece.

Segue o link para nos contar o que pensa sobre a Mostra Ecofalante na SMA:

Ecofalante interna 01

Ecofalante interna 02
Para o coordenador da CEA, Gilson Ferreira, a 1ª Edição da Mostra na SMA foi bastante significativa,
Ecofalante interna 03
Oswaldo Lucon, assessor para Mudanças Climáticas da SMA foi um dos debatedores do evento