2º Diálogo de Educação Ambiental

Tema: Gestão Ambiental Pública
A segunda edição do “Diálogos de Educação Ambiental” aconteceu no dia 7 de outubro de 2015, na SMA e abordou a Educação Ambiental na Gestão Ambiental Pública. Ressaltou importantes temas tais como: a gestão participativa nas unidades de conservação, a governança das águas e a Educação Ambiental no processo de licenciamento.

O Prof. Me. José Silva Quintas, gestor público do Ibama, deu início aos trabalhos discorrendo sobre a contribuição da Educação Ambiental para a construção de uma sociedade justa, democrática, solidária e sustentável. Quintas frisou que o papel da Gestão Ambiental Pública se volta para a mediação de interesses e conflitos existentes entre diferentes atores sociais que atuam em um determinado território e as forças produtivas que possuem interesse nos recursos naturais daquela região.

A palestra seguinte ficou a cargo do Prof. Dr. Carlos Frederico Loureiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que reiterou a ideia de que quando se fala em Educação Ambiental logo se imagina que esta é intrinsecamente transformadora, por ser uma inovação educativa recente que questiona o que é qualidade de vida, reflete sobre a ética ecológica e amplia o conceito de ambiente para além dos aspectos físico-biológicos. Porém, segundo Loureiro, isso não é uma “verdade automática”.

Concluiu dizendo que em educação ambiental, além do conhecimento do cenário global, suas causas e implicações que definem o contexto em que se move a atuação pedagógica, é importante trabalhar os problemas específicos de cada grupo social, principalmente quando se tem por finalidade básica a gestão ambiental participativa com vistas à transformação da realidade de vida e o estabelecimento de um processo emancipatório.

A Prof.ª Dr.ª Ana Paula Fracalanza, da Universidade de São Paulo (USP), inseriu no debate a problemática ambiental relacionada ao uso dos recursos naturais. Falou sobre a crise hídrica. “A água é considerada escassa, em quantidade e qualidade e objeto de conflitos que envolvem a sua apropriação e seu uso para realização de atividades humanas”. Falou sobre como os conflitos estão associados à criação de valor pelos usos da água e à perda de valor pela degradação da água e do espaço. Segundo Fracalanza, “nesse sentido, são descritos os processos de gestão de recursos hídricos, em que se analisa a gestão socioambiental da água, a partir de instituições, atores, mecanismos de gestão, governança da água.”

O especialista ambiental Rodrigo Machado (CFA-SMA) finalizou o evento compartilhando o trabalho da Formação Socioambiental (FS) que está sendo desenvolvido nos espaços dos Conselhos Gestores de 15 Unidades de Conservação – UC, a partir da ação articulada de órgãos vinculados ao Sistema Ambiental. Este processo formativo parte dos problemas enfrentados pela fiscalização na UC e tem por objetivo o enfrentamento de causas diversas dos vetores de pressão nestas unidades. Machado evidenciou as contribuições da FS para políticas públicas direcionadas a um melhor envolvimento da sociedade com a gestão ambiental pública e à conservação da biodiversidade nesses territórios.

O evento terminou com um debate com todos os participantes, além de intervenções do público presente, que também foi convidado a deixar sugestões em um painel montado no hall do auditório.

Vídeos dos palestrantes

Educação Ambiental e Gestão Participativa – Prof. Carlos Frederico Bernardo Loureiro

Educação Ambiental e Gestão Participativa – Prof. Carlos Frederico Bernardo Loureiro

Participação Social na Governança das Águas – Profa. Ana Paula Fracalanza

Formação Socioambiental em Conselhos de UC: Desenvolvendo Abordagens para Problemas de Fiscalização – Rodrigo Machado

Cartaz de divulgação
cartaz peq

Fotos do evento

Facilitação gráfica

Painel com contribuições dos participantes

Links para as notícias que estão no site da SMA