Operação Corta Fogo

Incêndios florestais

O fogo tem sido utilizado como importante ferramenta de progresso ao longo da história. As queimadas são legalmente permitidas, desde que autorizadas pelo órgão ambiental competente. O uso do fogo ainda é frequente como fator de manejo da terra para plantio, para facilitar a colheita da cana-de-açúcar e na limpeza de terrenos e pastagens. Contudo, quando foge ao controle do homem e provoca danos, surge o que se chama incêndio. O fogo pode alastrar-se rapidamente por extensas áreas de vegetação em poucas horas, especialmente nos períodos de seca.

Conceitos
Incêndio Florestal

É todo fogo sem controle que incide sobre qualquer forma de vegetação, podendo tanto ser provocado pelo homem – de forma intencional ou por negligência – como por causa natural – por raios, por exemplo.

Queima controlada

É o emprego do fogo como fator de produção e manejo em atividades agrícolas, pastoris ou florestais e para fins de pesquisa científica e tecnológica, em áreas com limites físicos previamente definidos, com a devida autorização do órgão ambiental competente

 

Os incêndios florestais prejudicam a vegetação, causam a morte de animais silvestres, aumentam a poluição do ar, diminuem a fertilidade do solo, além de oferecerem risco de queimaduras, acidentes com vítimas e causarem problemas de saúde na população.

Estudos apontam que a maior parte dos incêndios florestais são decorrentes de ação antrópica (causados pelo homem de maneira acidental ou intencional). O descuido humano ou a negligência são fatores que aumentam a probabilidade de ocorrências de eventos de fogo sem controle.

O fogo deve ser empregado somente em último caso e com autorização do órgão ambiental competente. Alternativas ao uso do fogo devem preponderar em relação aos métodos tradicionais que adotam essa prática.

Sobre a Operação Corta Fogo

Visto o grau de importância que essa temática representa, o Governo do Estado de São Paulo criou e desenvolve o Sistema Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, denominado Operação Corta Fogo, coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente (SMA), por meio da Coordenadoria de Fiscalização Ambiental (CFA). A Operação envolve e articula, ainda, a ação de diversos órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), a Polícia Militar Ambiental (PAmb), a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), a Fundação Florestal (FF) e o Instituto Florestal (IF).

A Operação Corta Fogo está dividida em quatros programas integrados e complementares:

  • Prevenção: tem como objetivo agir na redução de riscos de incêndios florestais, mediante adoção de campanhas informativas e ações de limitação ou redução das fontes propagadoras de fogo.
  • Controle: atua para disciplinar, monitorar e fiscalizar o emprego do fogo na Queima Controlada, bem como a emissão de licenças e autorizações.
  • Monitoramento: promove o acompanhamento dos focos de incêndios e queimadas, bem como as condições climáticas que favoreçam o aumento do risco de fogo, para fornecer subsídios aos órgãos participantes da Operação Corta Fogo.
  • Combate: conjunto de atividades destinadas a planejar, integrar e executar ações de combate a incêndios florestais; treinar brigadas municipais e das Unidades de Conservação.