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ônibus híbridos, com motores |
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| 4|julho|2003 | Uma
frota de 15 ônibus híbridos, com motores diesel e elétrico,
será testada na cidade de São Paulo para averiguar a viabilidade
econômica, técnica e operacional dessa alternativa de transporte
público. O teste, com duração de um ano, deverá
ser iniciado em dezembro próximo com os ônibus operando em
condições comerciais no corredor entre o Parque D. Pedro II
e o Sacomã. O secretário do Meio Ambiente do Estado, professor José Goldemberg, obteve o apoio da Fundação William e Flora Hewlett, de Stanford, na Califórnia, nos Estados Unidos, que vai colaborar para a viabilidade econômica do projeto custeando a conversão dos veículos e os testes de laboratório e de campo para avaliar o desempenho do sistema híbrido e os níveis de emissão de poluentes e de ruídos. Goldemberg disse, em reunião realizada na terça-feira (1/7), na Secretaria do Meio Ambiente, que se os testes concluírem que os ônibus híbridos constituem uma alternativa técnica e economicamente viável, o transporte coletivo sobre rodas deve seguir esse caminho. “Como a renovação da frota de ônibus deve se dar a cada cinco anos, disse, teremos nesse prazo uma alternativa limpa e silenciosa, que certamente será valorizada pela população.” |
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Um grupo de trabalho, integrado por órgãos estaduais e municipais, envolvendo ainda os fabricantes dos equipamentos, está definindo um cronograma e metodologias para a realização do teste, que constitui a primeira experiência em escala real a ser realizada no Município de São Paulo, onde os ônibus com motor diesel constituem uma fonte significativa de poluição. |
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Para
Joseph Ryan, representante da Fundação Hewlett no Brasil,
o empenho do Governo do Estado e da Prefeitura de São Paulo em
implementar o projeto foi decisivo para viabilizar o apoio da instituição,
que administra um patrimônio de US$ 5 bilhões para investir
em programas sociais. “A fundação desenvolve um projeto
global de qualidade do ar em grandes cidades, elegendo como foco principal
São Paulo, Cidade do México e Beijin, na China”, explicou. |
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Outro fator que influiu na decisão da fundação é o fato do Brasil contar, atualmente, com a melhor tecnologia de ônibus híbridos. Um veículo com essa tecnologia custa, nos Estados Unidos, US$ 250 mil a mais que um ônibus diesel convencional, enquanto em nosso país o custo adicional para a conversão é de US$ 30 mil. Segundo a Eletra, fabricante dos ônibus híbridos, com sede em São Bernardo do Campo, o veículo custa US$ 100 mil, sendo 5% mais barato que um tróleibus e 30% |
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mais caro que um veículo com motor diesel. A empresa aposta no sucesso do equipamento que, em junho último, obteve o segundo lugar na “The World Technology Summit & Awards”, que é um concurso de tecnologia, cuja importância é equiparada ao Oscar. Um
veículo da Eletra já circula em Santiago, no Chile, além
de outros seis na Grande São Paulo, havendo ainda quatro ônibus
para demonstração. Segundo o fabricante, os ônibus
híbridos utilizam um motor diesel de 80 HP e um motor elétrico
que produz 260 HP, enquanto um veículo convencional possui um único
motor diesel de 240 HP. Além da energia gerada pelo motor auxiliar,
esses veículos aproveitam também a energia cinética,
desperdiçada nos veículos convencionais em declives, por
exemplo, armazenando-a para aproveitamento nos momentos de maior exigência
de potência. :: Grupo de trabalho :: O
grupo de trabalho é integrado por representantes das Secretarias
Estaduais do Meio Ambiente, que promoveu a reunião, Ciência,
Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo e dos Transportes
Metropolitanos e das Secretarias Municipais do Verde e Meio Ambiente e
de Transportes. Texto:
Newton Mizuho Miura |
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