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30|dezembro|2004
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O
excesso de exposição aos raios ultravioletas, emitidos pelo
Sol, pode causar graves prejuízos à vida na Terra. Seguindo
as recomendações da Organização Mundial da
Saúde - OMS, o CPTEC - Centro de Previsão de Tempo e Estudos
Climáticos do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais,
desenvolveu uma página na Internet http://satelite.cptec.inpe.br/uv,
que é atualizada diariamente e informa o Índice Ultravioleta
- IUV nos 5.559 municípios brasileiros.
A preocupação com o excesso de radiação solar
sobre a Terra, decorrente da redução da camada de ozônio
na estratosfera, levou a Secretaria do Meio Ambiente, por intermédio
da CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, a criar um
projeto de cooperação com o CPTEC, para a realização
de estudos sobre os fenômenos envolvendo ozônio, radiação
UV e seus efeitos sobre a saúde humana.
Ao mesmo tempo, a equipe técnica da agência ambiental paulista
considera de fundamental importância alertar a população
sobre a necessidade de se proteger desses raios. Seguindo esse objetivo,
a empresa acaba de disponibilizar no site www.ambiente.sp.gov.br/prozonesp/prozonesp.htm
o 'link' Radiação UV: Ozônio e Saúde Humana,
para que os usuários tenham acesso às informações
sobre os níveis de radiação ultravioleta, produzidas
pelo CPTEC.
Há pouco tempo, os alertas sobre o excesso de exposição
à radiação solar eram feitos em termos de tempo de
exposição segura sob o Sol, para cada tipo de pele. No entanto,
os estudiosos perceberam que essa informação levava a interpretações
errôneas. Já a escala IUV é uma informação
que serve de alerta para qualquer indivíduo, não devendo
ser usada para determinar o tempo de exposição, mas sim
os perigos oferecidos pela radiação UV. A OMS pretende popularizar
essa escala para que as pessoas se conscientizem dos efeitos nocivos do
excesso de exposição à radiação solar.
De acordo com as recomendações da OMS, os valores da escala
devem ser agrupados em categorias de intensidade da radiação:
- menor do que 2 = baixo
- entre 3 e 5 = moderado
- entre 6 e 7 = alto
- entre 8 e 10 = muito alto
- maior do que 11 = extremo
Quando o índice for menor do que 2, nenhuma precaução
será necessária e o indivíduo poderá permanecer
ao Sol o tempo que desejar. A faixa entre 3 e 7 requer precauções
como procurar um local à sombra, principalmente em horário
próximo ao meio-dia, e usar boné e protetor solar. Quando
o índice for superior a 8, as medidas de proteção
deverão ser extremas, como evitar o sol ao meio-dia, permanecer
na sombra, usar camiseta, boné, óculos de sol com proteção
UVB e protetor solar.
Os danos causados pela exposição à radiação
ultravioleta vão desde a costumeira queimadura da pele, passando
por fotoalergias, envelhecimento cutâneo e podendo chegar ao câncer
de pele, catarata e cegueira.
O cálculo do IUV é obtido considerando informações
sobre a concentração de ozônio, posição
geográfica da localidade, altitude da superfície, hora do
dia, estação do ano, condições atmosféricas
e tipo de superfície (areia, neve, água, concreto etc.).
Esses dados constituem os parâmetros de entrada no modelo computacional
utilizado para os cálculos. O sistema de computação
é alimentado, ainda, por informações derivadas dos
satélites Meteosat e Goes, da rede de dados da Organização
Meteorológica Mundial (WMO) e das redes nacionais, sob a responsabilidade
dos ministérios da Agricultura, Aeronáutica e Marinha.
Além do índice UV para cada cidade brasileira, ao acessar
o site o usuário poderá obter mais informações
acerca dos efeitos da radiação UV sobre olhos e pele, dicas
fundamentais para proteção, tipos de pele, protetores solares
e bronzeamento artificial, entre outras informações.
Texto: Cris
Olivette |


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