| 17|fevereiro|2004 |
O
CONSEMA - Conselho Estadual do Meio Ambiente aprovou, nesta terça-feira
(17/2), o parecer técnico do DAIA - Departamento de Avaliação
de Impacto Ambiental, órgão da Secretaria do Meio Ambiente
do Estado, que analisou o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório
de Impacto Ambiental - EIA-RIMA referente à ampliação
da Unidade Industrial da BMP Siderurgia S.A. (ex-Companhia Siderúrgica
Belgo-Mineira), em Piracicaba, e concluiu pela sua viabilidade ambiental.
O objetivo da BMP Siderurgia é ampliar a sua capacidade de produção
de aços laminados, utilizados principalmente na construção
civil, de 500 mil toneladas/ano para 1 milhão de toneladas/ano.
De acordo com o DAIA, a ampliação das instalações
industriais pretendida pela BMP não acarretará impactos
significativos na qualidade ambiental de sua área de intervenção,
bem como da sua região de influência, desde que as medidas
mitigadoras, preventivas, corretivas e compensatórias propostas
no EIA-RIMA sejam adequadamente implementadas e executadas, e o empreendedor
atenda às exigências estabelecidas pelo órgão
ambiental, especialmente no que diz respeito à eliminação
dos principais fatores presentes na unidade fabril que geram impactos
ambientais, à máquina Schredder (que faz a fragmentação
da sucata) e ao pátio de estocagem de sucatas.
Entre as várias exigências contidas no documento aprovado
pelo CONSEMA, incluem-se a apresentação dos detalhamentos
dos planos de monitoramento das águas subterrâneas, de controle
e monitoramento das emissões atmosféricas e de monitoramento
da emissão de ruídos e vibrações, além
da aplicação de 0,5% do valor do investimento em programas
de compensação ambiental. Estão sendo exigidas, também,
a apresentação e aprovação, antes da emissão
da Licença de Operação, de um plano para o equacionamento
dos passivos ambientais no sítio da BMP, bem como de áreas
externas onde ocorreram disposições inadequadas de resíduos
sólidos, e ainda a apresentação, no prazo de quatro
meses, ao órgão ambiental, de alternativa técnica
para eliminação da emissão do material particulado
gerado no atual pátio de escória, considerando inclusive
a solução de remoção do material disposto.
Conforme consta no EIA-RIMA da ampliação, entre outras informações,
está prevista a redução de desconformidades existentes
atualmente, com a adoção de novos sistemas de despoeiramento
e de tratamento de água, e de medidas como a substituição
do óleo BPF (baixo ponto de fluidez), que gera problemas ambientais
como contaminações e emissão significativa de dióxido
de enxofre, por gás natural e a implantação de barreiras
acústicas adicionais.
Ainda de acordo com o documento, para a operação da fase
ampliada da unidade industrial da BMP, deverão ser criados cerca
de 370 novos postos de trabalho, distribuídos pelos diversos setores
operacionais da indústria, configurando esse impacto como positivo.
Texto: Mário Senaga
Fotos: José Jorge
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