| 13|maio|2004 |
Dos
859.769,70 hectares de área nas 86 unidades de conservação
administradas pelo Instituto Florestal - IF, órgão vinculado
à Secretaria do Meio Ambiente do Estado, 10,2% já dispõem
de planos de manejo. Isto quer dizer que 87.357,88 hectares são
objeto de um mecanismo de gestão, com base em diagnósticos
socioambientais, que lhes asseguram sustentabilidade ecológica,
econômica e social.
Este dado foi apresentado na última reunião do Conselho
Estadual do Meio Ambiente – CONSEMA, na quarta-feira (12/5), por
Maria Cecília Wey de Brito, diretora do Instituto Florestal. Segundo
a diretora, o percentual apresentado pelo Estado de São Paulo é
mais elevado do que a média de 7% verificada entre as 300 unidades
de conservação, em 42 países, monitoradas pela organização
internacional WWF.
O Instituto Florestal, atualmente, está elaborando o plano de manejo
de uma área de 734.166,45 hectares, que corresponde a 85,4% das
áreas de unidades de conservação sob sua responsabilidade,
restando ainda 38.245,52 hectares em que ainda não foram iniciados
os trabalhos de execução desse instrumento de gestão.
Isto significa que 11,6% dos 697.452,14 hectares de parques estaduais
paulistas já dispõem de planos de manejo, assim como 4,7%
dos 108.521,70 hectares de estações ecológicas e
4,5% dos 24.908,78 hectares das estações experimentais.
Elaborados com a participação da comunidade local, representantes
dos municípios, cientistas e pesquisadores, organizações
não-governamentais (ONGs) e outras instituições,
os planos de gestão ambiental são processos dinâmicos,
interativos e participativos para a definição dos objetivos
específicos, metas e atividades para cada unidade de conservação.
O zoneamento, os programas de educação ambiental e ecoturismo,
a pesquisa, a interação socioambiental e a conservação
dos ecossistemas orientam estratégias de ação que
buscam solucionar e minimizar conflitos, além de assegurar sustentabilidade
ecológica, econômica e social para cada unidade
de conservação.
De acordo com Maria Cecília Wey de Brito, os 859.769,70 hectares
de áreas protegidas correspondem a 3,47% da superfície do
Estado, que é de 24.800.000 hectares. Nas unidades de conservação,
725.274,07 hectares são de Mata Atlântica (22,3% dos remanescentes
deste bioma no Estado) e 8.540,39 hectares de savana (4,04% dos remanescentes
deste tipo de cobertura vegetal natural do Estado).
Texto: Mário
Senaga |



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