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14|setembro|2004
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nova lista das plantas ameaçadas de extinção no Estado
de São Paulo reúne mais de 1.200 espécies. A relação
foi apresentada pelos pesquisadores que participaram do workshop realizado
pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, através do Instituto
de Botânica, com o resultado dos estudos desenvolvidos por diversos
especialistas de diferentes instituições.
A lista, que segundo o secretário estadual do Meio Ambiente, professor
José Goldemberg, será publicada ainda na próxima
semana no Diário Oficial do Estado, foi organizada de acordo com
a família, o gênero, espécies, grupos e categorias,
incluindo desde as consideradas extintas na natureza até as classificadas
como "tecnicamente em perigo". O aumento de cerca de 900 espécies
em relação a última lista, publicada em 1998, segundo
Luiz Mauro Barbosa, diretor do Instituto de Botânica, não
significa que existem mais plantas ameaçadas, mas reflete o aumento
do conhecimento sobre a flora paulista.
"Com investimentos e esforços em estudos científicos
da flora paulista, aumentamos o grau de conhecimento e foi possível
até mesmo detectar algumas espécies nas nossas unidades
de conservação que apareciam como extintas na listagem anterior.
Isso reforça a indicação de aumento da cobertura
vegetal no Estado de São Paulo, além de permitir continuidade
no processo de conservação e restauração dos
principais biomas paulistas".
De acordo com o diretor do IBOt, a lista também vai ajudar a Secretaria
do Meio Ambiente a implementar políticas públicas, principalmente
no que se refere ao gerenciamento de conflitos entre os empreendimentos
e a legislação ambiental, permitindo que se agilize os processos
que tratam da supressão ou manejo da vegetação, além
de garantir um licenciamento mais criterioso.
A lista elaborada pelos pesquisadores vai enumerar 13 espécies
extintas na natureza, 22 em perigo crítico, 170 em perigo, 402
presumivelmente extintas e 400 vulneráveis. A proposta é
que esta lista inclua também as 189 espécies "quase
ameaçadas", alertando sobre a necessidade de cuidados especiais
que garantam sua conservação antes que se inicie o processo
de desaparecimento.
Outra proposta que deverá tomar corpo é a indicação
de uma planta como símbolo das espécies ameaçadas
de extinção na flora paulista.
Os estudos que permitiram a elaboração da nova lista fazem
parte do Projeto "Flora Fanerogâmica do Estado de São
Paulo, com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre as espécies
e sua distribuição no Estado. O projeto tem o apoio da FAPESP
- Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São
Paulo e a participação de especialistas de instituições
nacionais e estrangeiras. Este aspecto mereceu destaque do representante
da Colômbia, doutor Enrique Forero, que lembrou não ser esta
uma prática comum entre as instituições públicas
e considerou este fato como uma das razões para São Paulo
estar à frente nas pesquisas e na aplicação dos conhecimentos
técnicos para a preservação e recuperação
das espécies florísticas.
Texto: Eli
Serenza
Fotos: Pedro Calado
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