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Parque Estadual
da Ilha do Cardoso: modelo de Gestão Ambiental
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Um
dos mais importantes criadouros de espécies marinhas do Atlântico
Sul, o Parque Estadual da Ilha do Cardoso, integrado ao complexo estuarino
lagunar de Iguape-Cananéia-Ilha Comprida, no litoral sul de São
Paulo, têm merecido especial atenção por parte da
Secretaria Estadual do Meio Ambiente, que lá desenvolve, através
do Instituto Florestal, um plano modelo de Gestão Ambiental. Elaborado
com a participação direta dos moradores tradicionais da
Ilha, o plano de manejo, criado em 1997, esta na segunda fase,que irá
detalhar as
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características
da fauna e flora,
além de consolidar o zoneamento local, identificando
áreas restritas à população e as que podem
ser ocupadas pelas comunidades
tradicionais da Ilha. Para a implementação
do Plano e melhoria geral das condições do Parque, a Secretaria
Estadual do Meio Ambiente recebeu recursos iniciais da ordem de 1,5 milhão
de marcos alemães do Programa de Cooperação Financeira
Brasil-Alemanha, através de parceria com o banco alemão
KfW. Os recursos são investidos na fiscalização e
proteção de toda a área de floresta Atlântica
no Estado de São Paulo, o chamado PPMA - Projeto de Preservação
da Mata Atlântica.
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Foram investidos mais de 40 milhões de marcos neste amplo projeto de preservação da Mata Atlântica e, até o final do ano, serão repassados mais 10 milhões para garantir o desenvolvimento dos Planos de Gestão de todos os parques e estações ecológicas em mais de 17 mil Km quadrados de área de floresta. A garantia da liberação desses recursos foi anunciada durante visita feita em novembro pelo secretário estadual do Meio Ambiente, Ricardo Tripoli, à Ilha do Cardoso, acompanhado de um representante do banco de investimentos alemão. Com recursos do KfW foram |
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comprados
equipamentos de energia solar,
barcos, rádio-comunicação, informática, reformas
dos edifícios abandonados e capacitação de pessoal,
que estão possibilitando melhor atendimento aos visitantes e pesquisadores
e a implantação e consolidação de ações
de apoio ao ecoturismo, fiscalização e manejo
do parque. |
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| Santuário ecológico | ||
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São
mais de 22 mil hectares de cenários formados por costões
rochosos, praias, braços de mar, estuários, barras, lagunas,
restingas, mangues, rios, cachoeiras e montanhas cobertas de florestas.
Um conjunto de ecossistemas onde já foram catalogadas quase mil
espécies de plantas. Ambientes que são refúgios para
animais ameaçados de extinção como os macacos bugio
e mono-carvoeiro, a lontra, o papagaio-de-cara-roxa, o veado-mateiro,
o jacaré-de-papo-amarelo e outros. Algumas espécies, como,
por exemplo, o morcego Lasiurus ebenus, descoberta pelos pesquisadores
em 1994, só existem em um lugar no Planeta:
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a Ilha do
Cardoso. Com
uma população de 400 habitantes, moradores tradicionais
da Ilha, o Parque conta com uma base operacional no Núcleo Perequê,
com hospedaria para 72 pessoas, refeitório, centro de visitantes,
auditório, casas para pesquisadores e laboratórios. É
desse Núcleo Perequê,que os visitantes saem para as trilhas
do Poço das Antas, do Morro das Almas, do Mangue, do Sambaqui,
sempre acompanhados de monitores.
A Vila de Marujá também é outra atração turística. Possui 150 habitantes que sobrevivem da pesca ou do turismo. De lá, o visitante pode caminhar até as praias do Marujá, Enseada da Baleia, Camboriú, Pontal do Leste e Ipanema. Para quem gosta de cachoeiras, o visitante têm à disposição a Cachoeira Grande, Camboriú, Serra e Ipanema. Em algumas praias, vivem comunidades tradicionais de pescadores, que oferecem pousada e refeições. |
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O marco de
Tordesilhas
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Uma
atração à parte na Ilha do Cardoso é visitar
a réplica do marco do Tratado de Tordesilhas, no Pontal da Praia
de Itacurussá, erguido no mesmo local aonde se encontrava o marco
original, hoje parte do acervo do Instituto Histórico e Geográfico
Brasileiro, no Rio de Janeiro. Segundo pesquisadores de Cananéia,
o marco do Tratado de Tordesilhas - que representou a divisão das
terras do Novo Mundo entre Portugal e Espanha, firmado em 1494 - foi colocado
no Itacurussá por volta de 1501 e 1504 pela expedição
de Américo Vespúcio e Gaspar de Lemos, quando lá
estiveram para dar posse às terras portuguesas. Permaneceu na Ilha
até 1841, quando o ministro do Império, o Barão de
Capanema, o retirou do Pontal do Itacurussá e o levou para o Museu
Imperial (RJ).
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Os caminhos
à Ilha
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Rodovia Régis Bittencourt (BR 116) até Pariquera-Açu. Estrada Pariquera-Cananéia (SP 226) até a base de apoio do Parque na cidade de Cananéia, Av. Prof. Wladimir Besnard s/n, bairro Morro São João, de onde saem as embarcações para a Ilha do Cardoso. As visitas podem ser feitas de Segunda à Sexta-feira, das 8:00 às 16:50 hs. Escolas e grupos organizados podem agendar visitas para sábados, domingos e feriados, pelo fone/fax: (0XX13) 6851-1163 / 1108 . E-mail: peic@rgt.matrix.com.br Reportagem: Renato Alonso CarneiroFotos: José Jorge Neto |
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