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Parque Estadual
Carlos Botelho abriga as |
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| Dos aproximadamente 1.200 monos-carvoeiro existentes no Brasil, mais da metade habita as matas do Parque Estadual Carlos Botelho. Essa espécie, que é o maior primata das Américas, ao lado de outras como a onça pintada, evidencia o grau de conservação dos ecossistemas abrigados nessa reserva da natureza. É também nesse parque que se encontra uma das mais significativas populações de jacutinga, ave que vive exclusivamente em matas de serra alimentando-se, principalmente, de sementes de palmiteiros. | ||||
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Um passeio no Parque Estadual Carlos Botelho propicia o contato direto com a natureza intocada, onde sobrevive uma fauna, cuja taxa de diversidade é uma das mais altas no País. Já foram identificadas mais de 220 espécies de aves, número que, segundo as estimativas científicas, pode alcançar os 400. Algumas espécies como o papagaio, a sabiá-cica, o gavião-pomba e o gavião-pega-macaco, também são indicadoras de matas bem conservadas. Com uma área de 37.644 hectares, localizada na região sudoeste do Estado, essa unidade de conservação se estende pelos municípios de São Miguel Arcanjo, Capão Bonito, Sete Barras e Tapiraí, ocupando as porções territoriais mais altas da Serra de Paranapiacaba, com altitudes de até 975 m acima do nível do mar, e chegando até o Planalto de Guapiara. Morros e morretes de alta declividade determinam a ocorrência de um grande número de rios e cachoeiras |
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Em 1941, a área incrustada
na Serra de Paranapiacaba foi dividida em quatro reservas florestais denominadas
Carlos Botelho, Capão Bonito, Travessão e Sete Barras. Devido
às suas características naturais, com recursos naturais
e beleza excepcionais, as reservas foram unificadas por meio do Decreto
Estadual n° 19.499, de 10 de setembro de 1982, dando origem ao Parque
Estadual Carlos Botelho. |
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Trilha do Rio Taquaral
- Implantada no início de 1985, a trilha tem uma extensão
de 4 km, sendo a maioria dos seus visitantes formada por estudantes, que
podem fazer o percurso seguindo as indicações das placas.
Em seu percurso podem ser observados vários estágios de
mata, começando pelos campos, passando pela mata secundária
(em processo de regeneração após supressão)
e chegando à mata nativa. Trilha do Açude - É a trilha que está melhor estruturada para receber escolares e grupos, pois estar bem sinalizada. Por ser uma trilha interpretativa, recomenda-se a visitação com a supervisão de monitores durante o percurso. Caminhos tortuosos, riachos e muito verde dão formam o cenário onde se pode desvendar a riqueza da Mata Atlântica. Aqui, o visitante pode apreciar também trechos de mata em diversos estágios, conhecer um projeto de pesquisa com araucárias e se encantar com as pegadas deixadas por antas, gato-do-mato, cachorro vinagre e outros animais nas margens do açude. Trilha da Figueira - Localizada no Núcleo Sete Barras, a Trilha da Figueira, com extensão de 2 km, leva a uma figueira centenária, que desponta majestosamente na paisagem. São necessários vários homens para "abraçá-la", fechando a circunferência em torno do tronco. Para percorrer essa trilha é necessário agendamento prévio junto ao Núcleo São Miguel Arcanjo. Na sede do parque, em São
Miguel Arcanjo, o visitante pode conhecer ainda o Centro de Educação
Ambiental, onde há o Museu de Zoologia e a sala de leitura, com
muitas publicações sobre ecologia, animais e plantas. No
Centro de Visitantes "Marco Antônio dos Santos Costa",
onde há um auditório para 40 pessoas, são exibidos
vídeos ambientais. |
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| recursos próprios, ampliam os limites do "continuum" ecológico. O Parque Estadual Carlos Botelho conta também com o apoio de diversas empresas e das quatro prefeituras da região. Todas as iniciativas desenvolvidas pela administração dessa unidade de conservação contam com a colaboração do Fórum de Turismo de São Miguel Arcanjo. | ||||
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Os passeios pelas trilhas
monitoras contam com o apoio de monitores. No caso de grupos grandes,
é necessário o agendamento prévio. A área
de uso público pode ser visitada em qualquer dia da semana. O número
médio de visitantes que participam de atividades monitoradas é
de aproximadamente 1.800 por ano. Estima-se, no entanto, que cerca de
dez mil pessoas circulam anualmente pelo parque, sem se registrarem junto
à administração. Texto: Newton Miura |
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