Equipe da CETESB monitora vazamento 150 toneladas de gás de cozinha em Barueri

 
      A equipe de atendimento a emergências da Divisão de Tecnologia de Riscos Ambientais da CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental foi mobilizada, durante o feriado de Corpus Christi, para atuar no controle do vazamento de 150 toneladas de Gás Liquefeito de Petróleo - GLP, ou gás de cozinha, que vazaram na sexta-feira (15/junho) de um duto da Petrobras, em Barueri.

Foi uma operação de alto risco, em que os técnicos tiveram de trabalhar em um ambiente com uma densa
 

nuvem de gás. Utilizando um instrumento denominado explosímetro, os técnicos monitoraram a área durante três dias, para verificar os riscos de ocorrência de explosão do gás. Para se ter uma idéia do risco presente, os técnicos da CETESB lembraram que o volume de gás vazado seria suficiente para encher 12 mil botijões de gás de 13 quilos.

A ruptura no duto da Petrobras, localizado às margens da rodovia Castelo Branco, ocorreu durante a realização de serviços com bate-estaca da construtora Queiróz Galvão, contratada pelo Dersa para executar as obras do Rodoanel. Mais 1.200 pessoas foram obrigadas a abandonar suas residências por causa do risco de explosões.

O governador Geraldo Alckmim e secretário estadual do Meio Ambiente, Ricardo Tripoli, estiveram na sexta-feira à noite no local do acidente acompanhando o trabalho das equipes de emergência. "É inadmissível que ocorra um acidente desse porte", declarou o governador. Ricardo Tripoli, que considerou que "o acidente foi de extrema gravidade", determinou que a CETESB aplicasse uma multa de R$ 98 mil reais à construtora Queiróz Galvão.

"Foi, com certeza, um dos acidentes mais graves que já atendemos. Nunca houve um vazamento de gás tão intenso e de tamanho risco como este no Estado", afirmou Edson Haddad , gerente de Operações de Emergência, há 17 anos trabalhando no setor.

A equipe de atendimento a emergências, após monitorar a área por três dias consecutivos, não identificou mais a presença de GLP no local, liberando a área para o retorno da população às suas casas. Na manhã de segunda-feira foram iniciados os trabalhos para acesso ao ponto de vazamento do gás, para os reparos necessários. No prazo de quinze dias, uma comissão técnica formada por representantes do Dersa e da Petrobras, apontará os responsáveis pelo acidente.

Texto: Renato Alonso
Fotos: Divisão de Tecnologia de Riscos Ambientais