Governo do Estado de São Paulo Sistema Ambiental Paulista

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Sobre a Estação


Sobre a Estação Ecológica

Situada entre os municípios de Iguape, Miracatu, Itariri e Peruíbe, a Estação Ecológica de Juréia-Itatins (EEJI) é uma UC de proteção integral que tem como objetivos principais a preservação da natureza e realização de pesquisas científicas. Sua vegetação predominante é a Floresta Ombrófila Densa Submontana e Montana com clima subtropical úmido, sem estação seca definida. A temperatura média anual varia de 19,6 a 21,4 °C e a pluviosidade média anual é registrada em 2.277,8 mm.

Foi criada em uma época em que o setor imobiliário, os ambientalistas e as empresas (a NUCLEBRAS, que implantaria usinas nucleares) disputavam a terra. Hoje, a EEJI é responsável pela conservação de ambientes que foram pouco alterados pelo homem e que servem como refúgio para algumas espécies que costumavam habitar grande parte do litoral brasileiro

O território é banhado por rios que são formados nas serras e morros da estação e que dominam grande parte da planície costeira. As principais bacias formadas são a do Rio Verde, do Una do Prelado e do Guaraú. Quanto às praias, a maioria se apresenta abrigada entre formações rochosas, enquanto outras ocupam longas extensões e possuem areias finas.

No que diz respeito à cobertura vegetal, até hoje não se conhece sua distribuição florística completa nem a distribuição geográfica original de suas espécies. Esses dados podem fornecer orientações para estratégias de conservação dessas áreas, assim como o manejo de seus recursos. No entanto, por apresentar uma das áreas mais bem preservadas de Mata Atlântica do país, pode ser aproveitada também para atividades de Educação Ambiental.

A EEJI é um dos últimos locais de São Paulo que abriga praias arenosas, costões rochosos, manguezais, matas de restinga e florestas de baixada, de encosta e de altitude; além de ser também uma das poucas áreas remanescentes a abrigar uma rica e diversificada fauna, com presença de algumas espécies endêmicas e de espécies migratórias. Essas últimas utilizam as áreas protegidas da Juréia para descansar e se reproduzir longe da concorrência humana.

Histórico

1958
Criação da Reserva Estadual de Itatins.
1979
Tombamento da Serra do Mar e Paranapiacaba pelo CONDEPHAAT abarcando o Maciço da Juréia e Serra de Itatins.
1979
Contrato de Comodato assinado pela SEMA (governo federal), estabelecendo uma área de 1.100ha para Estação Ecológica do Maciço da Juréia.
1980
Decretação pela NUCLEBRAS das seguintes áreas de utilidade pública para fins de desapropriação: maciços da Juréia e Parnapuã e toda a planície do rio Una do Prelado.
1984
Parte da área é englobada na Área de Proteção Ambiental (APA) de Cananéia, Iguape e Peruíbe – Decreto Federal 90.347/84.
1985
Aumenta a área da APA, ampliando conjuntamente a área protegida na Juréia.
1985
Não é efetivada a posse da NUCLEBRAS e toda a área retoma para seus antigos donos.
1986
A biota da vertente Atlântica da Serra do Mar é decretada como Área sob Proteção Especial do Estado.
1986
Decretação da Estação Ecológica englobando antiga Reserva Estadual de Itatins ? passaria a possuir quase 80 mil hectares.
1987
Implantação da Estação Ecológica de Juréia-Itains ? Lei Estadual 5.649/87.
2006
Criação do Mosaico de Unidades de Conservação Juréia-Itatins com seis Unidades de Conservação: Estação Ecológica de Juréia-Itatins (EEJI), Parque Estadual do Itinguçu (PEIT), Parque Estadual do Prelado (PEP), Refúgio de Vida Silvestre (RVS) nas ilhas do Abrigo e Guararitama, Reservas de Desenvolvimento Sustentável da Barra do Una (RDSBU) e do Despraiado (RDSD), que abrangiam cerca de 110 mil ha ? Lei Estadual 12.406/06.
2009
ADIN que suspendeu as atividades do mosaico e retorno da administração da área apenas como Estação Ecológica (79.240 ha).

Fontes

Marques & Duleba – Estação Ecológica de Juréia-Itatins: Aspetos Físicos, Flora e Fauna. Holos Editora, 2004
SMA – Mosaico de Unidades de Conservação de Juréia-Itatins (Relatorio de Gestão)
Oliveira, E.R – Populações Humanas na Estação Ecológica Juréia-Itatins. NUPAUB/USP, 2004