Governo do Estado de São Paulo Sistema Ambiental Paulista

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Zoneamento Agroambiental para o Setor Sucroalcooleiro

O Zoneamento Agroambiental da cana-de-açúcar no Estado de São Paulo (ZAA) foi estabelecido em 18 de setembro de 2008, através de uma parceria entre as Secretarias do Meio Ambiente e da Agricultura e Abastecimento do Estado, com o principal objetivo de disciplinar e organizar a expansão e ocupação do solo pelo setor sucroenergético, além de subsidiar a elaboração de políticas públicas voltadas para as questões relacionadas ao setor.

Utilizando bases de dados sobre condições climáticas, qualidade do ar, relevo, solo, disponibilidade e qualidade de águas superficiais e subterrâneas, unidades de conservação existentes e indicadas, incluindo áreas de proteção ambiental e fragmentos florestais para incremento da conectividade, foi criado um mapa único (figura 5), que indica áreas adequadas e inadequadas para o cultivo de cana, e regula a ocupação das terras, a instalação e ampliação de unidades agroindustriais.

Zoneamento Agroambiental do Estado de São Paulo para o setor sucroenergético

Zoneamento Agroambiental do Estado de São Paulo para o setor sucroenergético.

Em setembro de 2008 foi elaborado, em parceria com a Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP) o Zoneamento Agroambiental para o Setor Sucroalcooleiro no Estado de São Paulo, um importante instrumento de planejamento ambiental do Estado que tem o objetivo de organizar a expansão e ocupação do solo pelas unidades agroindustriais, além de subsidiar a elaboração de políticas públicas.

Utilizando bases de dados sobre condições climáticas, qualidade do ar, relevo, solo, disponibilidade e qualidade de águas, áreas de proteção ambiental e unidades de conservação existentes e indicadas, e fragmentos de manutenção da conectividade, foi criado um mapa único indicando áreas adequadas e inadequadas para o cultivo de cana.

Classificação do Estado

Foram estabelecidas quatro classes de áreas com diferentes graus de aptidão agroambiental:

  • áreas adequadas: correspondem ao território com aptidão edafoclimática favorável para o desenvolvimento da cultura da cana-de-açúcar e sem restrições ambientais específicas;
  • áreas adequadas com limitação ambiental: correspondem ao território com aptidão edafoclimática favorável para cultura da cana-de-açúcar e incidência de Áreas de Proteção Ambiental (APA); áreas de média prioridade para incremento da conectividade, conforme indicação do Projeto BIOTA-FAPESP; e as bacias hidrográficas consideradas críticas;
  • áreas adequadas com restrições ambientais: correspondem ao território com aptidão edafoclimática favorável para a cultura da cana-de-açúcar e com incidência de zonas de amortecimento das Unidades de Conservação de Proteção Integral – UCPI; as áreas de alta prioridade para incremento de conectividade indicadas pelo Projeto BIOTA-FAPESP; e áreas de alta vulnerabilidade de águas subterrâneas do Estado de São Paulo, conforme publicação IG-CETESB-DAEE – 1997;
  • áreas inadequadas: correspondem às Unidades de Conservação de Proteção Integral – UCPI Estaduais e Federais; aos fragmentos classificados como de extrema importância biológica para conservação, indicados pelo projeto BIOTA-FAPESP para a criação de Unidades de Conservação de Proteção Integral – UCPI; às Zonas de Vida Silvestre das Áreas de Proteção Ambiental – APAs; às áreas com restrições edafoclimáticas para cultura da cana-de-açúcar e às áreas com declividade superior a 20%.

Quantificação das áreas

Em relação à área total do Estado de São Paulo na qual a atividade canavieira é efetivamente exercida, 26% está em áreas adequadas, 45% em áreas adequadas com limitações ambientais, 28% em áreas adequadas com restrições ambientais e apenas 1% em áreas inadequadas.

Licenciamento

O mapa do ZAA foi utilizado como base para a elaboração da Resolução SMA 88, de dezembro de 2008, que define parâmetros e diretrizes para o licenciamento ambiental de unidades agroindustriais com o objetivo de criar condições sustentáveis para o desenvolvimento do setor no Estado de São Paulo. Na última classe não são aceitos pedidos de licenciamento para instalação ou ampliação de empreendimentos após a publicação da Resolução SMA 88 e, para as três primeiras classes são definidos parâmetros específicos de acordo com cada área para a obtenção de licenças e operação dos empreendimentos (tais parâmetros podem ser encontrados na Resolução SMA 88/2008

Download do mapa final do Zoneamento Agroambiental

Shapefiles

Observações importantes

Arquivos SHAPEFILE em coordenadas geográficas Datum SAD-69.

Para visualização dos mapas é necessária a instalação de um dos aplicativos ArcExplorer ou ArcGIS Explorer. Os links para download seguem abaixo:
ArcExplorer: versão anterior ao ArcGIS Explorer. Permite habilitar arquivos .dxf.

ArcGIS Explorer: Para instalar o programa ArcGIS Explorer, basta acessar o endereço abaixo clicar no botão “Download ArcGIS Explorer” e executar o programa http://resources.esri.com

Para executar o ArcGIS Explorer, é necessário que o usuário tenha instalado o Microsoft.NET Framework 2.0, disponível no endereço http://download.microsoft.com

Equipe de trabalho em ordem alfabética

Zoneamento Agroambiental SMA/SAA

  • Alceu Linares Pádua Júnior
  • Ana Cristina Pasini da Costa
  • Carlos Eduardo Comatsu
  • Dorothy Carmen Pinatti Casarin
  • Giuseppe Giulio Michelino
  • Helena Carrascosa von Glhen
  • Iracy Xavier da Silva
  • Jener Fernando Leite de Moraes
  • João Paulo de Carvalho
  • Maitê Sandoval
  • Márcio Valeriano
  • Neide Araujo
  • Orivaldo Brunini
  • Ricardo Vedovelo
  • Ricardo Viegas
  • Rodrigo Cesar F. Campanha
  • Samuel Fernando Adami

Aptidão Edafoclimática SAA/IAC

  • Alan Gomes
  • Alceu Linares Pádua Júnior
  • Andrew P. C. Brunini
  • Hélio do Prado
  • Jener F. L. de Morais
  • João P. de Carvalho
  • Marcos G. A. Landell
  • Orivaldo Brunini
  • Ricardo Luis dos Santos

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