Febre Amarela

Perguntas Frequentes sobre Febre Amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por vírus e transmitida por vetores, nunca de uma pessoa a outra. Nos casos mais brandos, quem contrai o vírus não chega a manifestar nenhum sintoma. Nos casos graves, a doença se manifesta de forma súbita, com febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar de cerca de dois dias, quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a doença, mas nos casos graves, se não tratada adequadamente, pode levar à morte em cerca de uma semana.

Os casos de febre amarela são classificados como silvestre ou urbana. Em ambos os casos, o vírus é o mesmo, assim como os sintomas. O que as diferencia é o vetor da doença: na febre amarela silvestre, os vetores são os mosquitos dos gêneros “Haemagogus” e “Sabethes”, que se alimentam do sangue dos primatas. Nesse caso, os humanos não imunizados podem ser infectados se adentrarem uma área de matas e forem picados por um mosquito contaminado.

No caso da febre amarela urbana, o vírus é transmitido pelo mosquito “Aedes aegypti”, o mesmo da dengue.
Em 2017, foram registrados 22 casos autóctones de febre amarela urbana autóctones confirmados no Estado. Desses casos, dez resultaram em óbito. A forma urbana não é registrada no Brasil desde 1942.

No dia 9 de outubro passado, um macaco bugio foi encontrado morto no Parque Estadual Alberto Löfgren, antigo Horto Florestal, na Zona Norte da Capital. No dia 20 de outubro, os resultados dos exames sorológicos e histamínicos de material colhido do animal, realizados pelo Instituto Adolfo Lut confirmaram a presença do vírus da febre amarela em seu ciclo silvestre.

Por esse motivo, logo após a constatação, as secretarias estaduais do Meio Ambiente e da Saúde desencadearam uma série de ações para evitar que a doença atinja o ciclo urbano, colocando em risco a saúde da população. A primeira medida adotada foi uma campanha de vacinação dirigida inicialmente a uma população de cerca de três mil pessoas, em um assentamento dentro do Parque Estadual Alberto Löfgren.

A campanha foi estendida à população moradora no entorno dos dois parques, envolvendo mais de um milhão de pessoas. Hoje, a vacinação está sendo realizada em todo o Estado.

Convém salientar que a imunização não é indicada para gestantes, lactantes com crianças de até seis meses de idades e pessoas imunodeprimidas, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico e com corticoides em doses elevadas. Em caso de dúvida, é conveniente consultar um médico.

No dia seguinte à constatação da presença do vírus da febre amarela, as duas secretarias, juntamente com a Prefeitura de São Paulo, realizaram uma varredura na área para a coleta de amostras de mosquitos. Além disso, foi decidida que os dois parques permanecerão interditados por tempo indeterminado para a frequência do público, medida que ainda está prevalecendo.

É preciso, em primeiro lugar, deixar claro que os macacos não são transmissores do vírus da febre amarela. É por isso que a Secretaria do Meio Ambiente está desenvolvendo a campanha “O Macaco não é o Vilão”, nas redes sociais, para conscientizar a população de que a presença desses animais não representa riscos para as pessoas.

Ao contrário, os macacos são apelidados de “sentinelas”, pois é monitorando a presença do vírus nesses primatas que se estabelece a área onde a doença se estabelece, permitindo o planejamento adequado de campanhas de prevenção e vacinação.

Não existe, hoje, vacina contra a febre amarela em macacos. A vacina humana não é indicada para os primatas. Além disso, a vacinação constituiria uma operação extremamente problemática, exigindo a instalação de armadilhas para a captura desses animais que vivem no topo das árvores.

Além da vacinação em massa da comunidade suscetível à doença, a Secretaria do Meio Ambiente, por intermédio dos técnicos do Instituto Florestal e da Fundação Florestal, realizam o monitoramento diário das áreas dos parques Alberto Löfgren e da Cantareira para averiguar a ocorrência de óbitos de macacos para encaminhá-los para exames laboratoriais.

Outra medida é o combate aos vetores. Logo no início, após a constatação da presença do vírus da febre amarela na região, foi feita a aplicação de inseticida por meio do “fumacê”.

Como a febre amarela urbana se dissemina por intermédio dos mosquitos “Aedes egypti”, valem também as recomendações feitas para o combate à dengue, eliminando os locais onde esses insetos possam depositar ovos. Não se deve manter recipientes como caixas d’água, latas e pneus contendo água limpa, que constituem ambientes ideais para a proliferação desses mosquitos.

Você só contrairá a febre amarela se um mosquito contaminado picá-lo. Não há a possibilidade do vírus passar diretamente do macaco para o ser humano ou de um ser humano para outro. Mas não mexa no animal em nenhuma hipótese, porque há o risco de contaminação por outras doenças.

Caso encontre um macaco morto, entre em contato com a Vigilância Epidemiológica do município em que você se encontra ou o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE), cujos contatos se encontram no site.

Da mesma forma, deixe-o em paz. Não tente capturá-lo, nem alimentá-lo, e muito menos maltratar ou matar. Lembre-se que isso constitui crime ambiental, conforme prescrito na Lei Federal nº 9.605/1998.