Fotógrafo amador diz que estava com saudade do Jardim Botânico

“Já estava com saudade das pessoas.” Foi assim que os funcionários do Instituto de Botânica reagiram, ontem, 15 de março, à reabertura do Jardim Botânico de São Paulo depois de 50 dias fechado por determinação dos órgãos de saúde, como medida de precaução contra a febre amarela.

Acostumados ao contato com os quase mil visitantes (mais de quatro mil nos finais de semana) que todos os dias costumam passear pelas alamedas que margeiam o lago, seguindo para as estufas, o Jardim de Lineu e outros pontos do parque, não tiveram, ainda, a oportunidade de “matar a saudade”.

O primeiro dia de reabertura teve poucos visitantes. Alguns de manhã que têm permissão para entrar no período das 6 às 9h para fazer caminhadas, um casal de namorados, nada mais.


Walter Trefts, fotógrafo amador

À tarde, estava o aposentado Walter Trefs, fotógrafo amador que frequenta o Jardim Botânico há mais de 40 anos. Também ele diz que estava com saudades do espaço, onde costuma fazer fotografias de flores, aves e borboletas, que publica em sua página na rede social.

“Olhei ontem na internet e vi que o Jardim Botânico ainda estava fechado. Hoje, olhei novamente e vi que foi reaberto. Vim imediatamente para cá.” Ao lado de um pé de ipê rosa, cujas flores estava fotografando, lembra que costuma visitar o local desde o tempo em que era solteiro.

Segundo Domingos Sávio Rodrigues, diretor do Jardim Botânico, o relacionamento entre os funcionários e os visitantes é de muita harmonia, pois estão todos buscando um momento de paz em meio á natureza. Essa tranquilidade só é quebrada pelas brincadeiras de crianças e adolescentes das escolas que agendam visitas monitoradas de educação ambiental. “Às vezes, temos alunos de até dez escolas públicas e particulares, percorrendo as trilhas e ouvindo as explicações dos monitores sobre biodiversidade, sustentabilidade e outras questões sobre meio ambiente”, informa.


Domingos Sávio Rodrigues, diretor do Jardim Botânico

Um outro público do Jardim Botânico são os caminhantes e os observadores de aves, que podem obter uma carteirinha mediante o pagamento de uma taxa, para usufruir do espaço no período das 6 às 9h, um horário mais apropriado para as suas atividades.

Mas, devem todos atentar para a orientação ao adquirir o ingresso e nas faixas de alerta: estar vacinado contra a febre amarela, observando os dez dias necessários para o remédio produzir o efeito imunizador contra a doença. Quem não puder comprovar que foi vacinado, deverá assinar um termo de responsabilidade, sem nenhum custo, informando que está consciente de que se encontra em uma área de risco, conforme a Secretaria Estadual da Saúde.

Jardim Botânico de São Paulo
Avenida Miguel Stéfano, 3.031 – Água Funda
Horário de funcionamento:
De Terça a Domingo e feriados: das 9h às 17h
Fechado: Sexta-feira Santa, 25 de dezembro e 1º de janeiro