Histórico

No início do Século XX, em meados de 1904, o então Prefeito de São Paulo, Dr. Antônio da Silva Prado, conhecendo o caráter ainda embrionário da atividade agrícola na cidade, percebeu que estava na hora de ativar novas perspectivas no setor. A população abastecia-se de produtos hortifrutigranjeiros em chácaras periféricas, de alguns bairros residenciais da cidade, em pequenas hortas ou galinheiros, nos próprios quintais das casas. Dispondo de poucos recursos, mas já possuindo vocação e terras que ainda eram baratas, muitas pessoas poderiam se dedicar à atividade agrícola de forma profissional e ajudar a elevar a qualidade dos produtos, difundir o cultivo, aumentando assim a produção e barateando os preços. Com esta visão, o prefeito idealizou o que se chamaria de Escola Prática de Pomologia e Horticultura.

O Parque Água Branca surgiu nessa época de desenvolvimento agropecuário, tornando-se, portanto, patrimônio desse setor. Criadores e fazendeiros, na década de 20, participaram de uma campanha para que São Paulo tivesse um Recinto de Exposições e um local para ser sede do antigo departamento da Secretaria da Agricultura do Estado.
Em 25 de abril de 1928, o então Governador de São Paulo, Júlio Prestes, que tinha como Secretário da Agricultura o Dr. Fernando Costa, decidiu transferir as antigas dependências de Exposição Animal e de Exposições da Mooca para a Água Branca. O local foi chamado de Pavilhão de Exposição de Animais, mais tarde chamado de Parque Dr. Fernando Costa, em homenagem ao seu fundador.

Mais conhecido como Parque Água Branca, o Parque Dr. Fernando Costa foi criado em 02 de junho de 1929, para ser um recinto de exposições e provas zootécnicas, onde funcionou a indústria de Produção Animal.

Localizado na ainda empoeirada, Avenida Água Branca, o Parque contava na sua inauguração com várias seções como, Veterinária, Defesa Sanitária Animal, Caça e Pesca, Produção Animal, entre outras. Tanque de peixes, um pequeno Zôo, um caramanchão e até um cinema mudo formavam uma área especial para o lazer. Outra atração da época era passear a noite no Parque para admirar seus prédios de estilo Normando, iluminados, projetados por Mario Whately, e os vitrais do Portal de entrada, em estilo Art Déco, desenhados por Antônio Gomide.
Durante o período de 1939 a 1942, foram adquiridos pelo governo do Estado de São Paulo, mais de 12.022,27m², totalizando assim a área atual do Parque.

Em 1.979, grandes exposições de gado foram definitivamente transferidas para o Recinto de Exposições da Água Funda, por motivos de modernização da área de exposições e necessidade de espaços mais amplos para a circulação dos visitantes.

Em 1996, conforme Resolução SC – 25, de 11-06-96 – “O Secretário da Cultura, nos termos do artigo 1º do Decreto-Lei 149, de 15-8 do Decreto Estadual 13.426 de 16-3-79, cujos artigos de 134 e 149 permanecem em por força dos artigos 187 e 193 de Decreto Estadual 20.955, de 1-6-83, resolve: fica tombado como bem cultural, histórico, arquitetônico, turístico, tecnológico e paisagístico, o PARQUE DOUTOR FERNANDO COSTA, também tido como PARQUE ÁGUA BRANCA”, pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico, e Turístico do Estado). Em 2004, conforme Resolução Nº 17/ CONPRESP/2004, o Parque foi tombado também pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo – CONPRESP.

Através do Decreto nº 58.258 de 1º de agosto de 2012, o Parque foi transferido da Secretaria de Agricultura e Abastecimento para a Coordenadoria de Parques Urbanos – CPU da Secretaria de Estado do Meio Ambiente.

O público frequentador é bastante diversificado. Durante a semana, o parque é frequentado por pessoas que praticam caminhadas, corridas, atividades físicas, meditação, passeios, interessadas nas diversas associações de criadores instaladas no parque e estudantes em geral. Nos fins de semana e feriados, a frequência é composta, na sua maioria, por pessoas que procuram o Parque para lazer, visitas as exposições e outros eventos.