Histórico

O Parque da Juventude mudou a paisagem da zona norte da cidade de São Paulo, ao substituir o Complexo Penitenciário Carandiru por uma área de lazer e entretenimento ao ar livre.

O presídio, inaugurado em 1956, foi durante 46 anos o maior da América Latina, chegando a alojar mais de oito mil presos. O famoso massacre de 111 presos durante uma rebelião em 1992 foi um fato marcante que levou à decisão de desativar o presídio, que acabou parcialmente demolido em 2002. Uma curiosidade: os três últimos pavilhões demolidos foram implodidos em sete segundos.

Em 1999, o Governo do Estado de São Paulo promoveu um concurso público para a concepção do projeto arquitetônico do Parque da Juventude. O projeto contemplou as três grandes áreas hoje existentes no parque: esportiva, central e institucional. A terceira e última fase do projeto foi concluída em 2007.

Localizado entre grandes avenidas da zona norte da capital paulista e ao lado da estação do metrô Carandiru, o parque possui ampla área verde, instalações para práticas de esporte, áreas de lazer e entretenimento para pessoas de todas as idades, espaço canino e grande área aberta para a realização de shows e eventos. Além disso, foram mantidos grandes referenciais históricos da época em que o espaço abrigou o Complexo Carandiru, como muralhas e ruínas de celas do presídio; e a oficina de trabalhos manuais transformada no ginásio do parque e que abriga hoje uma academia. Além disso, os pavilhões 4 e 7 foram transformados em duas grandes Escolas Técnicas (ETECs).

O espaço abriga ainda a Biblioteca de São Paulo, com acervo de mais de 35 mil títulos, e o Acessa São Paulo, programa de inclusão digital do Governo do Estado, no qual a população tem acesso gratuito às novas tecnologias da informação e comunicação (TICs), em especial à internet.

No final de 2008, o Parque da Juventude foi considerado o segundo melhor parque de São Paulo em pesquisa realizada pelo Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia. Hoje, recebe uma média de 200 mil usuários por mês.

Em 2012, o Parque da Juventude passou a ser administrado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, por intermédio da Coordenadoria de Parques Urbanos – CPU.