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Giovanna Bezerra da Silva


A aluna de pós graduação em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente do Instituto de Botânica de São Paulo, bolsista Fapesp, Giovanna Bezerra da Silva,
defendeu no dia 21 de março/2005 sua dissertação de mestrado com o título:

” A parede celular vegetal na filogenia e evolução de Pteridophytae”.

A banca examinadora foi composta por seu orientador Dr. Marcos Silveira Buckeridge (Instituto de Botânica),
Dr.ª Márcia Regina Braga (Instituto de Botânica) e Dr. Paulo Labiak.


A parede celular vegetal na filogenia e evolução de Pteridophytae


RESUMO

Todas as células vegetais possuem uma parede celular, a caracterização dos polímeros de parede celular mostra que suas estruturas são conservadas em Gimnospermae e Angiospermae. O objetivo deste trabalho é caracterizar a composição das paredes celulares de Pteridophytae, visando determinar se elas apresentam a estrutura encontrada nas demais plantas vasculares e se tal estrutura corrobora a filogenia já proposta para o grupo.

Foram coletadas frondes estéreis de Adiantum raddianum C. Presl, Anemia phyllitidis (L.) Sw., Blechnum polypodioides Raddi, Cyathea atrovirens (Langsd.& Fisch), Dicksonia sellowiana Hook., Dicranopteris flexuosa (Schrad.) Undew., Microgramma squamulosa (Kaulf.), Salvinia auriculata Aubl., Selaginella flexuosa Spring, o caule de Equisetum giganteum L., do Parque Estadual Fontes do Ipiranga, SP, e Marattia laevis J. Sm, na Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba. Deste material foi obtido 500 mg de pó que foram extraídos com etanol, oxalato de amônio, NaOH 0,1M, 1M, 4M e 8M. As frações obtidas foram hidrolisadas com ácido sulfúrico e a composição de monossacarídeos determinada por HPLC (DIONEX).

Foi feita uma dosagem de ácidos urônicos com os sobrenadantes das frações oxalato e NaOH 0,1M. A presença de ácidos urônicos foi baixa quando comparada ao que geralmente ocorre em Angiospermae. A fração de pectina mostrou-se rica em galactose e arabinose, provavelmente formando cadeias laterais de pectinas ligadas à ramnose do ramnogalacturonano.

Na fração de hemicelulose, a quantidade de galactose e manose é alta. Verificou-se que a manose apareceu em quantidades significativas em todas as frações, sugerindo que talvez a principal hemicelulose desse grupo seja um manano. Em Dicksonia sellowiana há alta proporção de xilose, que sugere a presença de um xilano. A partir dos resultados de monossacarídeos obtidos em HPLC, foram feitos três diagramas de similaridade.

Os dados de um dos diagramas sugerem uma tendência geral de maior acúmulo de galactomananos em espécies de Pteridophytae mais derivadas. Os dados de monossacarídeos obtidos não corroboram a filogenia proposta para o grupo e isto pode ser devido ao fato de certas variações terem ocorrido várias vezes durante a evolução.

A parede celular vegetal na filogenia e evolução de Pteridophytae


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Giovanna Bezerra da Silva
A parede celular vegetal na filogenia e evolução de Pteridophytae


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