faixapos6


Giovanna Bezerra da Silva


A aluna de pós graduação em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente do Instituto de Botânica de São Paulo, bolsista Fapesp, Giovanna Bezerra da Silva,
defendeu no dia 30 de março de 2009 sua Tese de doutorado com o título:
” ANÁLISE COMPARADA DAS HEMICELULOSES DE PAREDE CELULAR DE FRONDES DE SAMAMBAIAS E LICÓFITAS”.

A banca examinadora foi composta por seu orientador Dr. Marcos Silveira Buckeridge (Instituto de Botânica),
Dr.ª Márcia Regina Braga (Instituto de Botânica), Dr. Antonio Salatino, Dr. Alexandre Salino e Dr. Marcelo Ehlers Loureiro.


ANÁLISE COMPARADA DAS HEMICELULOSES DE PAREDE CELULAR DE FRONDES DE SAMAMBAIAS E LICÓFITAS


RESUMO

Todas as células vegetais possuem uma parede celular, cujos componentes principais são: celulose, hemiceluloses e pectinas. A caracterização destes polímeros mostra que suas estruturas são conservadas em Gimnospermae e Angiospermae. O objetivo deste trabalho foi analisar comparativamente os polissacarídeos da parede celular de samambaias e licófitas e buscar compreender o padrão de variação do xiloglucano nas plantas coletadas de acordo com a filogenia mais recente para o grupo. Foram coletadas frondes estéreis de 67 espécies de samambaias e licófitas em 6 locais diferentes de coleta. Quinhentos miligramas de pó foram extraídos com etanol, oxalato de amônio, NaOH 0,1M, 1M, 4M e 8M. As frações 4M e 8M foram hidrolisadas com ácido sulfúrico e a composição de monossacarídeos determinada por HPAEC-PAD (DIONEX). Com uma alíquota da fração NaOH 4M foi realizada uma metilação de uma das espécies coletadas, em ambos os experimentos foram observadas porcentagens significativas de manoses ligadas através dos carbonos 1 e 4 sugerindo que uma das hemiceluloses presentes na parede celular dessas plantas seja um -1,4-manano. Quando as paredes celulares intactas das espécies estudadas foram submetidas à hidrólise com xiloglucano endoglucanase, não houve liberação de oligossacarídeos mesmo de parede de Adiantum raddianum que apresentou comprovadamente xiloglucano. No entanto, oligossacarídeos de xilolgucano foram liberados com celulase de Trichoderma. Com base nos dados, sugere-se que mananos e xiloglucanos interajam entre si na parede celular de samambaias e licófitas, alterando o padrão de ação das enzimas. Além dessa análise, foram utilizadas 10 mg do pó das frondes estéreis para realização da análise de Maldi-Tof. O material foi previamente lavado com etanol e clorofórmio:metanol (1:1) e submetido à digestão com celulase. Foi possível identificar picos correspondentes aos oligossacarídeos de xiloglucano, além de outros picos que não puderam ser identificados e que indicam a presença de outros polissacarídeos. A partir dos resultados obtidos com a análise dos oligossacarídeos de xiloglucano através do Maldi-Tof, foi feita uma matriz de correlações entre as 67 espécies além do padrão comparativo, jatobá, para obtenção de um dendrograma que permitiu fazer uma análise de agrupamento das espécies estudadas. Esses resultados mostram a presença de seis grandes grupos, de acordo com a presenças ou ausência de oligossacarídeos em comum. Esses dados não são consistentes com a filogenia e por este motivo concluiu-se que os oligossacarídeos de xiloglucano não são bons marcadores taxonômicos, nos níveis hierárquicos de classe, ordem e famílias.

Palavras-chave: parede celular, samambaias, xilolgucano, Maldi-Tof, mananos.


pdf_grande Giovanna Bezerra da Silva
ANÁLISE COMPARADA DAS HEMICELULOSES DE PAREDE CELULAR DE FRONDES DE SAMAMBAIAS E LICÓFITAS


 VOLTAR AS DISSERTAÇÕES E TESES