Um livro de fácil compreensão, destrinchando as questões ambientais para o público leigo, sejam crianças ou adultos, mostrando como o cidadão deve se comportar para evitar o desperdício de água, energia e outros recursos da natureza. Este o desafio que a bacharel em Letras e tradutora Denise Scabin Pereira e a socióloga Regina Brito Ferreira enfrentaram para escrever o livro “Ecocidadão”.
“Tivemos, primeiro, de desconstruir a informação para, depois, construir de novo para que o leitor possa assimilar questões ambientais complexas”, explicou Denise, funcionária da Coordenadoria de Educação Ambiental – CEA, órgão da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Denise e Regina passaram os últimos quatro ou cinco meses coletando informações e consultando especialistas para produzir o livro.
“Ecocidadão” é a segunda publicação da série Cadernos de Educação Ambiental, lançada em novembro de 2008 com o livro “As águas subterrâneas do Estado de São Paulo”, e que terá 19 títulos no total abordando temas como agricultura sustentável, aquecimento global, biodiversidade, consumo, ecoturismo e outros, para serem trabalhados em salas de aula e que servirão também de suporte para pesquisadores, técnicos, ambientalistas e outros profissionais, em suas atividades.
O livro “Ecocidadão” foi lançado nesta terça-feira, 24.03, na biblioteca do Centro de Referência em Educação Ambiental – CREA, que a Secretaria do Meio Ambiente mantém no Parque Dr. Fernando Costa, antigo Parque da Água Branca, em São Paulo.
O secretário Estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano, disse que a proposta editorial dos Cadernos de Educação Ambiental é universalizar a informação. “Para isso, precisamos traduzir os conhecimentos técnicos e científicos tornando-os palatáveis ao público leigo, especialmente os professores da rede de ensino oficial”.
Dirigindo-se aos alunos da Escola Olga Ferraz e do Colégio Pedro Oliveira, que estavam em visita ao CREA, Graziano salientou que a educação ambiental é fundamental para semear idéias para o futuro, ensinando novos comportamentos para as novas gerações para que evitem o desperdício adotando novos hábitos de consumo.
É com este espírito que Regina Brito, socióloga da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, desde 1995, mas com longa experiência anterior na área, trabalhou na elaboração do livro. “Primeiro, conceituamos as questões, mostrando por exemplo dados sobre a disponibilidade de água no mundo, as formas de poluição e, depois, as dicas de como o cidadão pode contribuir para evitar o desperdício desse recurso da natureza’, explicou.
O livro, com uma tiragem de 30 mil exemplares, será distribuído para a rede oficial de ensino, bibliotecas e outras instituições. Com 110 páginas, impresso em papel reciclado, apresenta ilustrações cuidadosamente selecionadas pelas autoras para facilitar o entendimento das questões abordadas. Além dos problemas relacionados ao desperdício de água e energia, passa também por questões como geração de lixo, ruídos, aquecimento global, preservação da fauna e flora, e outros. Mostra, ainda, de forma didática o que pode ou não ser reciclado e um glossário sobre os termos mais utilizados por especialistas em meio ambiente.
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