VII Simpósio de Restauração Ecológica foca nos avanços tecnológicos

Desde sua primeira edição, em 1989, o evento vem sendo o norteador das principais resoluções da Secretaria do Meio Ambiente relativas à restauração ecológica

Texto e fotos: Dirceu Rodrigues

Avanços e Tecnologias foi tema do VII Simpósio de Restauração Ecológica, realizado pelo Instituto de Botânica (IBot), de 6 a 10 de novembro,  e que reuniu cerca de 850 participantes e 20 palestrantes que se dedicaram a apresentar e discutir as novas metodologias e tecnologias, desenvolvidas com o propósito de alavancar e estimular o setor produtivo, bem como nortear políticas públicas voltadas à restauração ecológica.

Em 1989, o Instituto de Botânica (IBot) realizou o I Simpósio de Matas Ciliares. Aquele evento anteviu a importância do tema para o reflorestamento e a restauração ecológica. Sobretudo após a crise hídrica de 2014, que gerou o Programa Nascentes, criado com o objetivo de ampliar a proteção e conservação dos recursos hídricos e da biodiversidade, por meio da otimização e direcionamento de investimentos públicos e privados para proteção e recuperação de matas ciliares, nascentes e olhos-d’água.

Nos últimos anos, o evento tornou-se bienal e foi rebatizado como Simpósio de Restauração Ecológica. Quem conta é o diretor do Instituto de Botânica (IBot), Luiz Mauro Barbosa, há 40 anos à frente do IBot .”Foi em 1989 que tudo começou. Desde aquela época focamos nas recomendações sobre o reflorestamento das matas ciliares. Mostramos, por exemplo, a importância de se  conhecer melhor a estrutura das matas ciliares, a importância delas para a produção de água”.

Uma dos destaques da VII Edição foi o lançamento da Lista de Espécies Indicadas para Diversas Regiões do Estado de São Paulo e o Roteiro Básico para Elaboração de Projetos de Restauração Ecológica, edição impressa pela Imprensa Oficial do Estado e que, em breve, estará disponibilizado no site do IBot. Também poderá ser consultada a compilação dos Anais do simpósio com o resumo das 14 palestras apresentadas no evento, além de 171 textos de resumos, que também foram apresentados e expostos em painéis. A maioria das palestras foi agrupada em quatro mesas‐redondas, contando com a participação de 26 especialistas, provenientes de 17 instituições de pesquisa, órgãos de governo e do exterior.

Participaram do evento estudantes em nível avançado que já optaram por trabalhar com restauração, ambientalistas, empresas e das universidades. Luiz Mauro Barbosa lembra que “montamos uma exposição de 200 trabalhos em painéis. Cada um abordava um aspecto da restauração, desde a produção de sementes e mudas até a modelagem para plantar ou para dispersar a sementes, fazer a regeneração natural”.

Para finalizar, Barbosa lembra que “o secretário do Meio Ambiente, Maurício Brusadin viajou para a Cop 23, na Alemanha, para mostrar que o Estado de São Paulo tem um compromisso muito grande com o reflorestamento. Nós do IBot estamos orgulhosos em dar a nossa contribuição, pois juntamos o  grupo de cientistas que trabalha aqui e colocamos à disposição desta causa que é muito importante e que vimos trabalhando nos últimos 20 anos”.

Matérias relacionadas:

Terceiro dia da COP23 tem foco no planejamento local e integrado

Secretária das Nações Unidas envia mensagem ao Brasil

Segundo dia na COP23 reforça agenda de alianças regionais

São Paulo mostra suas iniciativas em seu primeiro dia na COP23